terça-feira, 18 de setembro de 2007

Quando devo contar a verdade?

Entro agora, em um assunto bem polêmico para muitos papais e mamães do coração: Quando devo contar a verdade para meu filho? Para muitos pode ser um assunto bem resolvido, enquanto para outros, ainda é um tabu.

Outro dia, quando levei a Aninha para creche, me deparei com esse assunto, que lá em casa é bem resolvido, mas vi que ainda falta muito a ser esclarecido perante a sociedade. A professora dela ficou chocada quando ouviu a Aninha dizer que a mamãe não é da barriga, mas do coração. Como se, omitir a verdade, fosse a ação mais correta, que a sociedade estivesse nos cobrando, e que, mentir a respeito das raízes de uma criança adotada, fosse apagar tudo que ela tenha sofrido com o abandono ou os maus tratos.

Tudo isso são lendas, que a pessoa desinformada ou mesmo, ignorante desconhece a respeito do assunto, “adoção”. Por isso entendo que o que falta a toda sociedade são informações sobre o assunto, pois ainda é pouco debatido e cheio de mitos e tabus.

São tantos os casos de adoções que deram certo, de famílias que vivem felizes, com filhos desejados e amados, que resolvi criar um caderno com esses lindos depoimentos, inclusive com a nossa história, a fim de colocar o assunto sempre presente na nossa vida, sem omitir nada, com o intuito de transformá-lo num assunto bem comum e aceito na cabecinha das nossas princesas. Com isso, tenho certeza, que pelo menos a nossa família não deixará de ser feliz pelo simples detalhe de não termos laços de sangue, mas sim, laços de amor, que é o que realmente importa.

12 comentários:

Kleber A. B. Godoy disse...

É uma questão realmente importante!!!

Visite os sites:
www.doistons.blogspot.com
www.oteatrodavida.blogspot.com

Obrigado!!
Kleber

Vanici disse...

Ola Sandra!
Concordo que é mesmo um momento muito delicado pra nós pais do coração. Como e quando contar? Confesso que eu mesma tenho um pouco de receio da reação do meu filho. Eu já converso com ele, digo sempre que a mamãe não podia te-lo em sua barriga, então Papai do Céu colocou ele em outra. E essa outra mulher cuidou dele pra nós, ate que estivesse pronto para vir para os nossos braços. E por isso temos sempre que orar por ela que cuidou tão bem dele pra nós. Ele parece entender, pois conto essa historia desde que ele tinha apenas 3 dias, e ele sempre sorri, rs. Mas tenho medo, pois não sei se sabe, meu filho foi abandonado em uma calçada, numa noite muito fria, ainda com o cordão umbilical e correu risco de vida. Tenho medo de como ele vai encarar isso. Mas creio que Deus vai, mais uma vez, nos guiar.
Vou aproveitar pra contar um absurdo que vivi com relação a isso. Fui na Igreja pra verificar se poderíamos batiza-lo sem a definitiva, então a responsável na secretaria me disse que podíamos, porem o registro de batismo sairia sem nossos nomes, e sim "pais desconhecidos".Achei isso absurdo! E me aconselhou a aguardar a definitiva, ate ai tudo bem. Mas completou dizendo pra eu nunca contar para meu filho que ele é adotivo. Pode isso? Me dizendo que nesses casos o melhor é mentir, porque ele nunca saberá mesmo, já que esta conosco desde que nasceu. Fiquei indignada com a tal mulher e disse a ela que se a Igreja quer que eu minta, prefiro nem batizar meu filho. Pois meu relacionamento com ele sempre será na base da verdade e da confiança. E não ha motivos para ele se envergonhar ou se sentir "diferente", como ela mesma disse. Ai ela disse que tem uma irmã adotiva, e que ela sofreu muito ao descobrir. Ela ficou sabendo já na idade adulta. Então eu disse: será que se revoltou por ser adotiva ou por ser enganada? Agradeci e sai de lá chateada com toda a historia.
De fato adoção ainda é um enorme tabu em nossa sociedade, mas tenho fé, que um dia isso vai mudar. Aos poucos vamos sim fazer a diferença! Educando, amando e ensinando aos nossos filhos e famílias que adoção é simplesmente a maneira maravilhosa que Deus encontrou para unir nossas vidas!
Bjs
Vanici e Lucas

Fernanda disse...

Oi...
Sou eu novamente, adora entrar no seu blog, tanto para ver os post quanto para ver o comentario das outras pessoas. O post de hoje e uma grande verdade, ainda sofremos muito com o preconceito que se tem em relação a adoção e ao fato de contar aos filhos que são adotivos. O doi mais ainda quando este preconceito vem de pessoas que são proximas de nós. Mas tenho certeza que se todos que já adotaram ou estão na fila para adotar, sempre que tivermos a oportunidade, esclarecer as pessoas sobre o assunto "adoção", com o tempo este tabu será quebrado. Mas temos que fazer a nossa parte, de não nos calarmos.
Beijos, abraços e apertões.
Fernanda e Douglas

Dri disse...

oLá amiga!

Vem retribuir a visitinha e agradecer pelo ombro, se precisar venho mesmo hein....
Eu tenho certeza que quanto mais cedo contar melhor será!
Aguardo novas visitinhas!
Vc tem msn?
Fique com Deus

Com carinho

Dri

Mamãe da Mariana e da Letícia disse...

Oi Sandra!
Obrigada por me descobrir, rss
Assim que conseguir me acostumar com o blog vou divulgar.
Quanto ao quando contar, eu tb. vivo essa angústia. Acho muito bom discutirmos sobre esse assunto, pois infelizmente não envolve somente pais e filhos, mas toda essa sociedade ignorante. Dê uma olhada no seguinte artigo sobre as histórias criadas para contar:
http://www.scielo.br/pdf/cpa/n26/30386.pdf
bjs
Fátima, Letícia e Mariana.

Jaque disse...

Amiga voce disse tudo hein,
com a Kathleen nem precisei dizer nada, porque ja era bem grandinha.
Agora as pessoas são super preconceituosas mesmo, ainda mas a minha filhota que é moreninha e eu branca azeda.
Muitos beijinhos

Silvana, Matheus e Laura disse...

Oi Sandra, eu conto a história do meu filhote, para ele, desde que nasceu, mesmo não entendendo nada, eu contava, ele foi crescendo sabendo da verdade.
Ele tem 7 anos e aceita numa boa, espero que cresça assim.
Bjos e tenham um bom final de semana.

Cél disse...

Um assunto realmente s�rio, que n�s, mam�es e futuras mam�es do cora�o, precisamos debater muito sim, entre n�s e com nossos familiares e amigos, para que o assunto ado�o seja tratado com naturalidade. Afinal, est� na hora das pessoas perceberem que o amor � muito maior que la�os sangu�neos e acabarem de vez com esses preconceitos bobos e atrasados.
Fico indignada com pessoas que ainda ficam chocada ao saberem que uma crian�a � adotada. Quanto despreparo dessa professora !!!
Mas somos muitas e muitas fam�lias vivenciando as maravilhas da ado�o e sei que vamos espalhar pelos 4 cantos do mundo o que ela realmente � MARAVILHOSA !!!
Beijos e parab�ns pelo post.

Cláu disse...

Oi querida,
esse assunto é msm problemático fora de casa. A sociedade está totalmente despreparada para aceitar famílias constituídas por adoção como famílias normais!!!
Qdo as cças eram pequenas eu ía e conversava antes com as professoras, passava sozinha pela cara de surpresa, de espanto, ouvia sozinha as asneiras...rsrs...e elas depois se entendiam bem com eles. Desta forma nunca tive problema, mas qdo Tamiris entrou na escolinha e começou a falar que não tinha nascido da minha barriga fui aconselhada a levá-la a um psiquiatra!!!
E esta semana, estava eu com Tais no portão qdo veio uma vizinha xeretá-la. Aí eu sou obrigada a escutar um ´aaai, parabéns pelo seu ato pq hoje em dia ngm tem coragem de 'pegar filho dos outros prá criar', isso com Tamiris e Tales junto!!! E depois: 'ah, mas eles 2 são seus, né?'. Vai falar o quê para uma criatura destas?!?!?!
Respondi que os 3 eram meus, dados por Deus e não respondi mais nada! Ela se tocou e começou a fazer gracinhas com Tais!
Tamiris subiu rindo...rsrs

Mais do que preparar a sociedade para aceitar nossos filhos, temos sim que preparar nossos filhos para entender e relevar a sociedade!!! O amor, a verdade, a sinceridade não devem gerar medo. Os filhos se revoltam contra mentira, contra se sentirem enganados e vc está no caminho certo. A hora de contar é desde sempre. A cça deve crescer com a realidade da adoção desde cedo com naturalidade. Essa sua idéia do caderno de depoimentos é muito legal!!!

Bjs com carinho,

Cláu

MarieMarcelo disse...

OI Sandra que saudadesssssssssssssssssssss, quanto tempo que não nos falamos não é mesmo.
Agora que estou trabalhando mais, nem tenho conseguido tanto tempo pra entrar no msn, e sempre que entro é muito corrido. Mas claro logo que posso entrar e atualizar o blog, venho logo pra agradecer o carinho de pessoas como vc, e retribuir o carinho.
Sobre seu post, eu quero ir falando para o João Vitor logo que ele começar a entender as coisas e ir explicar da melhor maneira possível, espero que Deus nos ajude.

Anônimo disse...

Amiga, vc falou tudooooo.Não é possível tanto preconceito num mundo tão moderno q vivemos, qta absurdo temos q ouvir....o pior é nosso filhos ouvirem, isso sim me mata de raiva.Tb tenho pensado em qdo é o momento certo, desde q o gui chegou eu conto p ele toda noite a sua história, espero q qdo ele puder entender aceite tudo com mto carinho.
bj
fer e gui

Anônimo disse...

Também sou a favor de contar a verdade, nenhuma relação deve começar com uma mentira. Ainda mais uma tão forte quanto mãe e filho! Existem muitas formas criativas, de ir fazendo isso, livrinhos confeccionado pela mãe, historias antes de dormir entre outras. A criança vai absorvendo aos poucos na sua naturalidade acaba se defendendo do preconceito com tamanha facilidade, querem ouvir um exemplo?: Mãe com dois filhos, um biologico e outro adotivo, o menino( bio) numa discurssão com sua irmazinha menor, 2 anos ( ado) diz:
Voçê é adotada, mamae pegou voçê! Eu sou filho da barriga!
A mãe gela na cozinha, pensa em algo pra dizer, então a menininha diz:
Mamae disse que eu sou filha do colação! Vira pra mãe e diz: Colação é bom ne mamae, é melhor que barriga, colação é quentinho, barriga tem verme, tem pum, ... kkkkkkkkk